Prescrição no cuidado farmacêutico

Atualizado: 18 de Jul de 2019

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O papel social do farmacêutico se concentra no cuidado das pessoas pela otimização da farmacoterapia e da promoção da saúde. Rastrear reações adversas aos medicamentos e identificar interações medicamentosas, são algumas das nossas atribuições na prática dos serviços farmacêuticos.

O cuidado farmacêutico é um modelo de prática profissional que engloba diferentes serviços clínicos. Estes serviços são aplicados na prevenção e na resolução de problemas relacionados à farmacoterapia junto ao paciente, à família e à comunidade. E a promoção do uso racional dos medicamentos deve ser uma meta constante deste modelo de prática.

O Conselho Federal de Farmácia (CFF) publicou em 2016 o livro “Serviços farmacêuticos diretamente destinados ao paciente, à família e à comunidade: contextualização e arcabouço conceitual” (CFF, 2016), no qual aponta nove serviços farmacêuticos. São estes:

1. Educação em saúde

2. Rastreamento em saúde

3. Manejo de problema de saúde autolimitado

4. Dispensação

5. Conciliação de medicamentos

6. Monitorização terapêutica de medicamentos

7. Revisão da farmacoterapia

8. Acompanhamento farmacoterapêutico

9. Gestão da condição de saúde

É importante observar que o CFF não descreve a prescrição farmacêutica como um serviço. Esta atividade é, na verdade, um ato que compõe o processo de cuidado à saúde. Consiste em uma possível consequência do serviço de manejo de problema de saúde autolimitado ou do acompanhamento farmacoterapêutico, por exemplo.

O artigo terceiro da RES-CFF nº 586, de 29/08/2013, define a prescrição farmacêutica como sendo o “ato pelo qual o farmacêutico seleciona e documenta terapias farmacológicas e não farmacológicas, e outras intervenções relativas ao cuidado à saúde do paciente, visando à promoção, proteção e recuperação da saúde, e à prevenção de doenças e de outros problemas de saúde”.

A prescrição farmacêutica, na verdade, é o ato pelo qual o farmacêutico documenta suas decisões de intervenção e cuidado, podendo envolver medidas farmacológicas ou não. Esta atividade pode se dar como a conclusão de um ou mais serviços farmacêuticos. Por isto, não se caracteriza como um serviço propriamente dito.

O farmacêutico não é um profissional com interesses meramente comerciais. Primeiramente, é um profissional comprometido com a saúde das pessoas. E deve orientar suas decisões no sentido de promover qualidade de vida e a saúde coletiva. Por isto, suas prescrições não devem privilegiar ou priorizar medicamentos. Mas sim, soluções em saúde adequadas às necessidades dos pacientes, sejam estas farmacológicas ou não.

Alguns diretores de estabelecimentos farmacêuticos vêm esta prática de forma distorcida. Determinam metas de prescrição para seus farmacêuticos. Isto vai completamente contra aos verdadeiros propósitos do cuidado farmacêutico. Em um primeiro momento, esta ação pode aumentar as vendas. Mas em seguida, as pessoas vão perceber o descompromisso desta prática com sua saúde. E o relacionamento farmácia-paciente será quebrado.

A prescrição farmacêutica é uma grande oportunidade do profissional alcançar o valor desejado frente a sociedade. Para isto, deve direcionar suas ações e seus serviços na promoção do uso racional dos medicamentos e da saúde coletiva.


Prof. Me. Lincoln M. L. Cardoso | Farmacêutico | CRF-SP 21.337

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